Julia Jacklin é uma cantora-compositora australiana de Blue Mountains, New South Wales. Ao contrário do que geralmente acontece com muitos músicos, Julia não cresceu cercada por ótimas referencias musicais e a decisão de fazer aulas de canto clássico, aos 10 anos de idade, partiu unicamente dela, por sentir-se pela primeira vez inspirada por cantoras pop/rock dos anos 90, tais como Britney Spears, Avril Lavigne e Amy Lee (Evanescence). Pretendia se tornar assistente social e chegou a se formar, pela Universidade de Sydney, em Política Social, entretanto as coisas não correram como imaginou. Após concluir os estudos, ela se mudou para o Glebe, subúrbio de Sydney, onde conseguiu um trabalho a tempo integral na linha de produção de uma fábrica que produzia óleos essenciais; não tendo condições para pagar um alojamento, morou durante esse período em uma garagem. Filha de professores, Julia afirma que sua família nunca compreendeu seu fascínio pela música e muito menos seu desejo por viver disso e afirma que esse período em Glebe, foi crucial em sua vida: aprendeu a tocar guitarra, aprimorou sua técnica vocal, alongou seu círculo de amizades e definiu, por fim, quem ela queria se tornar. Em 2012 formou a banda Salta, junto com sua amiga de longa data Liz Hughes: “Eu apenas cantaria”, diz Jacklin. “Mas, à medida que ganhei mais confiança, comecei a tocar guitarra e a escrever músicas. Eu não estaria fazendo música agora se não fosse por Liz ou aquela banda. Eu nunca soube que era algo que eu poderia fazer”. Liz e Julia em 2013 deram ‘uma pausa’ na banda (Salta) para se dedicar a projetos paralelos e Julia pode se dedicar neste período a seu projeto solo. Seu álbum de estreia, Don’t Let the Kids Win, saiu em outubro de 2016, pelo selo Transgressive Records – sendo gravado em um estúdio na Nova Zelândia e produzido por Ben Edwards (Aldous Harding, Nadia Reid). Don’t Let the Kids Win  dividiu as opiniões dos críticos: o The Guardian o descreveu como “um daqueles álbuns que vão lentamente se infiltrar no gosto de um grande número de pessoas“, enquanto a Rolling Stone Austrália achou suas canções “simples e sem adornos“, mas isso não tirou o brilho desse trabalho que rapidamente chegou ao top 50 australiano. O novo álbum da cantora, Crushing, foi lançado em fevereiro deste ano e contou com a produção de Burke Reid (Courtney Barnett, Liam Finn).


Crushing reflete o amadurecimento musical e emocional de Julia, que partilha abertamente em suas canções a narrativa do fracasso de seu relacionamento amoroso e o seu percurso​ de autodescoberta e reconstrução identitária pós-rompimento: “Este álbum veio destes dois anos em turnê e nele falo sobre a minha experiência de estar em um relacionamento em que nunca tive nenhum espaço próprio“, diz ela. “Por um longo tempo eu senti que minha cabeça estava cheia de medo e meu corpo era apenas uma coisa funcional que me levou do ponto A para o B, e escrever essas músicas foi como voltar a isso“. Julia conta atualmente com o apoio dos músicos Eddie Boyd (guitarra), Tom Stephens (bateria e baixo), Mitchell Lloyd (baixo), Joe McCallum (bateria). Seu estilo pode ser descrito como uma ‘mistura perfeita de indie pop e alt-country‘ carregada de boas influencias, tais como Doris Day, Billy Bragg, Leonard Cohen, Björk e Fiona Apple. Julia representa e afirma através de seu trabalho a autonomia e força feminina na música hoje. Simplesmente maravilhosa!



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