Malajube lançou em fevereiro de 2009 seu terceiro disco, “Labyrinthes“, onde decidiram arriscar um pouco mostrando que seu diferencial é bem mais do que cantar em língua francesa. Alargando sua proposta de adicionar um pouco de psicodelia às canções, a banda neste novo trabalho parece querer fazer um revival dos anos 90, sobretudo o início da década. Em alguns momentos soa moderno como o primeiro singlePorte Disparu”, numa pegada dançante e melancólica, que lembra as músicas mais conhecidas do disco anterior, como “Montréal -40°C” e “Pate Filo”. Labyrinthes soa curioso e a curiosidade que despertam tem a ver com a busca de criar, eles próprios, uma referência dentro da música. Isolados num universo que se vale de criar similaridades e intersecções entre diversas épocas, o Malajube soa estranho algumas vezes e com orgulho. A voz de Julien Mineau, frontman do grupo parece sempre esmagada por um instrumental meio desordenado e em algumas ocasiões parece estar quase sufocado. Em “Luna”, com um piano estilo cabaré sujo, parece respirar, mas sua voz ainda soa angustiada. Assumindo os riscos a banda foi  muito bem sucedida no seu rock caótico cantado em francês.



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