The Jesus and Mary Chain é uma banda de rock alternativo formada em Glasgow, na Escócia, criada no escuro período pós-punk e incluída no movimento shoegazing. Sua Formação clássica é constituída pelos irmãos Jim Reid, William Reid, vocal e guitarra(1985-1986), Douglas Hart, baixo (1984-1990) e Bobby Gillespie, bateria (1985-1986). Surgiram em East Kilbride, sul do país, lançaram uma sequência constante de álbuns, singles e EPs desde sua criação em 1984 até seu falecimento em 1999. Em 2007 a banda reuniu e anunciaram a sua volta.

BIOGRAFIA
Logo que o Jesus And Mary Chain lançou seus primeiros singles na Inglaterra em 1985, parecia que a banda iria tomar o mundo de assalto, tamanho foi o impacto e a repercussão de sua sonoridade revolucionária. Muitos jornalistas diziam na época que o JAMC seria o “novo Sex Pistols“, o que acabou não se confirmando (em termos de popularidade). Com o passar dos anos, a banda ficava cada vez mais restrita ao circuito da música alternativa, onde eram cultuados e considerados geniais por uma geração inteira de bandas novas mas a verdade é que o JAMC jamais se tornou um conhecido do grande público.A espinha dorsal do grupo sempre foi os irmãos William e Jim Reid (na verdade, os únicos remanescentes durante toda a trajetória do grupo), que nasceram em Glasgow na Escócia e passaram a juventude ouvindo Velvet Underground, Ronettes, Beach Boys e Sex Pistols.

Depois de alguns anos tocando juntos e escrevendo músicas sem nenhuma pretensão, o projeto se torna sério quase que por acidente. Tocavam com eles Douglas Hart no baixo e o baterista Murray Dalglish, logo em seguida substituido por Bobby Gillespie (que mais tarde formaria o Primal Scream). E foi Bobby Gillespie quem passou uma fita demo do grupo para o empresário Alan McGee, que na época estava começando uma nova gravadora, a Creation Records (que mais tarde se tornou uma das mais influentes do Reino Unido). O entusiasmo de Alan McGee pela fita demo foi tão grande que o Jesus And Mary Chain se tornou uma das primeiras apostas do recém criado selo Creation. Ainda em 1984 foi lançado o single de “Upside Down“. Foi uma estreia sensacional, que começava a mostrar os segredos do grupo, o resgate e a mistura de excelentes e irresistíveis melodias ao estilo Beach Boys, o ar soturno do Velvet Underground e uma “parede” de guitarras distorcidas e barulhentas, além da atitude punk rock. Hoje em dia, isso pode até não ser nada novo, mas para a época foi de fato revolucionário, e uma enormidade de bandas surgidas a partir do final dos anos 80 foram refletiam a influência do JAMC.O

FURAÇÃO PSYCHOCANDY

O fato é que o single de “Upside Down” foi recebido com rasgados elogios da crítica e vendeu muito mais do que qualquer um poderia esperar. Depois do single também começaram os primeiros shows por cidades importantes do Reino Unido, inclusive uma série de shows incendiários em Londres. As primeiras apresentações do Mary Chain na capital britânica eram recheados de incidentes, depois de horas de atraso, ao subir ao palco (normalmente mostrando um indisfarçável consumo de álcool), a banda dava às costas ao público, virando-se para os amplificadores. Depois de 15 minutos de barulheira poderiam ser reconhecidos alguns acordes da música que eles estavam tocando (normalmente “Jesus Fuck”, uma das favoritas da época).

Muitas vezes acontecia a maior pancadaria no público e ao invés de acabar com um “bis”, as primeiras apresentações do Mary Chain acabavam com a chegada da polícia. A recém fundada Creation logo se tornou pequena demais para a banda, que acabou assinando com uma subsidiária da Warner na Inglaterra, chamada Blanco Y Negro, onde foram lançados os singles “Never Understand”, “You Trip Me Up” e “Just Like Honey”. Todos fizeram um moderado sucesso, embora nenhum deles tenha vendido tanto quando “Upside Down”, os novos lançamentos apenas aumentaram o prestígio do grupo. Misturando elementos tradicionais do pop com as guitarras do rock de garagem dos anos 70, não foram poucos a dizer que o Jesus and Mary Chain tinha “reinventado o punk rock”. No fim de 1985 foi lançado o LP “Psychocandy“, que continha todos os singles, e mais algumas músicas da mesma qualidade. Definitivamente um clássico!

Mas não foi um disco de grande sucesso comercial, infelizmente. “Psychocandy” acabou não entrando nem entre os 30 mais vendidos na Inglaterra e foi praticamente ignorado nos Estados Unidos. Algum tempo depois, Gillespie deixa a banda, que fica um tempo parada. O Mary Chain só reaparece em 1987 com o lançamento de “Darklands“. O novo disco dispensava um pouco o barulho, enfatizando mais as melodias em arranjos mais limpos e uso de bateria eletrônica. A repercussão do disco foi bastante curiosa. Enquanto que os críticos consideraram “Darklands” um trabalho bem inferior a “Psychocandy” (a verdade é que o Mary Chain jamais iria igualar a aclamação recebida pelo seu primeiro álbum), o disco foi o de maior de sua carreira, atingindo o 5º lugar da parada britânica, principalmente graças ao singleApril Skies“, igualmente o maior hit da carreira do grupo. Mesmo com tão pouco tempo de carreira, o JAMC já possuía, em 1988, sobras de estúdio, lados B, raridades suficientes para uma coletânea. E foi assim que surgiu “Barbed Wire Kisses“, disco obrigatório para quem acompanha a carreira do Mary Chain. Entre as músicas deste álbum, destaca-se um cover/paródia de “Surfin’ USA” do Beach Boys, influência decisiva no som dos irmãos Reid. No ano seguinte foi lançado “Automatic“, terceiro álbum do grupo. John Moore, o baterista que havia substituído Bob Gillespie nos shows ao vivo da banda, praticamente não participou das gravações do álbum, com a banda optando mais uma vez pela bateria eletrônica. Dessa vez, até algumas linhas de baixo eram provenientes de sintetizadores, o que foi considerado uma estratégia da banda para ter mais receptividade nos Estados Unidos (o que não aconteceu). A produção de “Automatic” ficou a cargo do então iniciante Alan Moulder (que mais tarde trabalharia com grandes nomes como U2, Smashing Pumpkins). Mas mesmo tendo boas músicas, como “Head On” (música que o Pixies gravou cover em 1992, no disco “Trompe Le Monde”) e “Sidewalking“, e o bom trabalho de Moulder, “Automatic” traz as limitações inerentes ao uso das baterias eletrônicas e sintetizadores. O disco foi recebido com frieza pela crítica e público ingleses e mais uma vez passou completamente despercibido pelos Estados Unidos. Enquanto o Primal Scream, do ex-baterista Bobby Gillespie se tornava ídolo da noite para o dia, o Jesus And Mary Chain passava a ser considerado uma banda ultrapassada pela exigente imprensa britânica.

Mas as coisas melhoram em 1992, com o álbum “Honey’s Dead“, um disco comparativamente mais equilibrado do que que “Automatic“. “Honey’s Dead“, também produzido por Alan Moulder, trazia o Mary Chain com uma formação revigorada, contando com um novo baterista, Steve Monti (que tocava também na banda Curve), embora o baixista Douglas Hart já não pertencesse mais ao grupo. O baixista passa a ser Ben Lurie que já havia tocado no Mary Chain como segundo guitarrista em algumas turnês.

Reverence“, o primeiro single tirado de “Honey’s Dead“, é a segunda música da carreira do JAMC a alcançar o Top 10 britânico (embora isso em deva em parte a polêmica letra: “I wanna die like Jesus Christ, I wanna die like JFK“). Nessa época a banda participa de grandes turnês, ao lado de My Bloody Valentine, Dinosaur Jr. e Blur na Inglaterra e como uma das atrações da primeira edição do festival Lollapalooza nos Estados Unidos. A turnê nos EUA finalmente resulta em algum interesse do público americano pelo Jesus and Mary Chain. Naquela época o rock alternativo tinha grande destaque na mídia e cruzava definitivamente às fronteiras do underground. Eram incontáveis as bandas e artistas que citavam o JAMC como uma banda importante e influente. Mesmo no Brasil, onde a MTV estava apenas começando e ainda dava grande destaque ao rock alternativo, o Jesus and Mary Chain era bastante citado e o videoclip de “Reverence” tinha rotação garantida. Foi a primeira vez que o Jesus and Mary Chain conquistava algum espaço de destaque fora do Reino Unido. O próximo álbum inédito é o surpreendente “Stoned and Dethroned“, de 1994. Bem mais suave que os anteriores, quase acústico, “Stoned and Dethroned” tinha como destaque a participação da vocalista Hope Sandoval (da banda Mazzy Star) na bela balada “Sometimes Always“.

Essa música faz um grande sucesso nos EUA, levando o Mary Chain às posições intermediárias da parada da Billboard (feito inédito na carreira do grupo). Mas na Inglaterra, “Stoned and Dethroned” acabou passando meio despercebido e a banda acabou sendo dispensada da gravadora Blanco y Negro (que garantia a distribuição da Warner nos EUA). O single de despedida pela Blanco y Negro foi da barulhenta e amarga “I Hate Rock ‘N’ Roll”, que, nos Estados Unidos acabou lançado como a terceira coletânea de raridades do Mary Chain, também chamado “I Hate Rock ‘N’ Roll”. Entenda a confusão: a coletânea “The Sound of Speed” foi lançada somente na Inglaterra e, três anos depois é lançado, somente nos Estados Unidos, “I Hate Rock ‘N’ Roll”, que contém material da coletânea inglesa com mais algumas faixas inéditas. A culpada do disparate é a gravadora American Recordings (antiga Def American) que obteve o contrato da banda que estava pendente junto ao Warner americana. O próximo disco, que viria a ser a despedida do grupo, surge em 1998, “Munki“. É talvez o álbum mais eclético do Mary Chain, com músicas que relembram vários momentos da sua carreira. Até um novo dueto com Hope Sandoval está presente, mas desta vez, o disco não faz muito sucesso nas paradas (em parte devido a fragilidade da divulgação da SubPop nos EUA). “Munki” ironicamente começa com a música com “I Love Rock ‘N’ Roll” e fecha com “I Hate Rock ‘N’ Roll“. De certa forma, essa ironia resume a relação do Jesus and Mary Chain com a mídia, eles que foram idolatrados/ignorados ao longo de sua carreira, jamais atingindo o tamanho que todos previam que pudesse atingir quando do lançamento de “Psychocandy“. No dia 12 de Setembro de 1998, durante um show lotado no House of Blues em Los Angeles, os irmãos Reid têm uma briga séria e pode-se dizer que naquele momento acontece o fim da banda. O JAMC ainda continuou a cumprir os shows agendados daquela turnê sem a presença de William Reid nos Estados Unidos e Japão. Depois da turnê o Jesus and Mary Chain encerrou as atividades, embora o anúncio oficial do fim da banda só tenha surgido em Outubro de 1999.

A banda está de volta com seu novo trabalho e é uma das principais atrações do Festival Planeta Terra, que acontece dia 08 de novembro em São Paulo. Quem é fã não pode perder!!!

>>fonte<<




Um comentário em “THE JESUS AND MARY CHAIN

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.